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Centre for Socioeconomic and Territorial Studies

Tese de Doutoramento sobre os sistemas de abastecimento alimentar das cidades

Feb 5, 2024
2 min read

















Provas de Doutoramento de

Mariana Grácio Salvador

6 de Fevereiro - 14h30

Aud. A302, Piso 3, Edifício 4 do Iscte.



Sobre o projeto


Face aos desafios ambientais, sociais e económicos colocados pelos sistemas alimentares, as cidades emergem como lugares privilegiados para liderar a transição para a sustentabilidade e resiliência. Por um lado, as cidades levantam desafios particulares a este abastecimento, enquanto concentram conhecimento e recursos para liderar soluções inovadoras. Por outro, certos fenómenos contemporâneos comportam uma dimensão alimentar, nem sempre evidente — expansão urbana, pegada ecológica, metabolismo, monofuncionalidade da forma urbana, regeneração urbana, gentrificação, turismo, etc. Na interdependência entre cidades e sistemas alimentares, pode residir o potencial para atingir um desenvolvimento (urbano) sustentável, baseado no lugar e na sua história. O papel do planeamento alimentar, desenho urbano e da arquitectura será, aí, incontornável.


Contudo, a alimentação sempre fez parte das cidades, configurando paisagens alimentares urbanas complexas e identitárias, reflectidas na forma urbana, uso do solo, espaço público e vias de circulação — e Lisboa não é excepção. Assim, será descrita a Paisagem Alimentar Histórica de Lisboa, através da caracterização e mapeamento dos espaços alimentares de Produção, Distribuição e Comercialização (com recurso a cartografias alimentares), no início do século XX e no século XXI, cruzando-os com o Território e Forma Urbana existente, em cada momento.


Preconiza-se o entendimento do sistema alimentar como Infra-estrutura Alimentar, com requisitos específicos de espaço e fluxos, a que acrescem dimensões culturais, simbólicas e sociais, que será importante potenciar — pelo que adoptar princípios de multifuncionalidade, articulação, continuidade e valores patrimoniais em solução urbanas e arquitectónicas adequadas e de qualidade, será fundamental para desenvolver uma futura Paisagem Alimentar de Lisboa sustentável e resiliente.

 
 
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