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Conferência - Musealização da Área Arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge

Conferência de João Luís Carrilho da Graça


23 de maio

09.30 @Auditório C1.03 - Iscte - Instituto Universitário de Lisboa



A Musealização da Área Arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge, que resultou de um concurso por convite lançado pela EGEAC, uma empresa municipal de Lisboa, teve como base a Praça Nova do Castelo de São Jorge, ocupada por um notável conjunto de pinheiros e com uma vista privilegiada sobre a cidade e o rio Tejo. Este sítio tinha sido objecto de uma extensa campanha arqueológica, iniciada em 1986, que pôs a descoberto vestígios dos sucessivos períodos da sua ocupação – um povoamento da Idade do Ferro, umas habitações muçulmanas medievais e um palácio do século XV. Se os artefactos mais relevantes tinham sido removidos e expostos no Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge, havia então que dar a conhecer, mas também proteger, o espaço da escavação. A primeira operação preconizada por João Luís Carrilho da Graça foi a de delimitação do sítio arqueológico, através da construção de uns muros de contenção em aço corten que contivessem a topografia perimetral sobreelevada. Duas estruturas também em aço passaram ainda a proteger dois sítios particulares da área arqueológica: uma escavação com uma estratificação até ao nível da pré-história e os vestígios de um pavimento do Palácio dos Bispos de Lisboa. Para proteger o que das duas casas islâmicas restou, Carrilho da Graça terá então decidido fazer, como se de uma maqueta em tamanho natural se tratasse, uma reconstituição conjectural, abstracta e cenográfica destas construções – espacializando a ruina, ou seja, protegendo o sítio arqueológico ao mesmo tempo que revelando a sua hipotética configuração original. Encontraram-se então seis pontos onde não havia vestígios, e neles se apoiaram seis pilares em aço que suportam a estrutura metálica revestida com painéis, que flutua sobre os troços de parede antigos. Para Carrilho da Graça, este projecto constitui uma espécie de manifesto, uma vez que a espacialidade destas casas do século XI parece não diferir muito da de duas casas com pátio que ele próprio pudesse ter querido projectar para este sítio. E parece constituir também o ponto de partida para uma linha de investigação, que terá tido seguimento no sítio arqueológico da vila galo-romana de Séviac

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