De Lisboa a Luanda, biografia comparada de dois bairros modernos: da forma ao contexto

Title: Pereira, S.M., Guerra, I.(2017), De Lisboa a Luanda, biografia comparada de dois bairros modernos: da forma ao contexto , OPTIMISTIC SUBURBIA 3 Researchers Perspective Mass-Housing infrastructures (Lisbon, Luanda, Macao), A.V. Milheiro, JackBackPack.

Date: 2017

Publisher: JackBackPack

Link: https://ciencia.iscte-iul.pt/publications/de-lisboa-a-luanda-biografia-comparada-de-dois-bairros-modernos-da-forma-ao-contexto/31061

Publication type: Book chapter

Research Project: SFRH/BPD/76589/2011

Abstract: Este texto resulta de uma análise comparada de dois “grandes conjuntos residenciais” modernos, ambos planeados nos anos 60, mas destinando-se a contextos muito diversos. A Portela foi uma promoção privada cujo plano, de Fernando Silva, apresentava uma solução residencial de elevada densidade e com um desenho centrípeto em torno de um grande equipamento de consumo: o centro comercial. Uma solução que se destinava à classe média-alta no quadro da expansão – leia-se suburbanização - da cidade de Lisboa. Distintamente, o Prenda resulta de um plano de iniciativa pública enquadrado num outro plano mais vasto: o plano de urbanização de Luanda, tendo em vista a regulação da sua expansão “intra-muros” marcada por uma forte expressão da cidade espontânea, num contexto particularmente sensível - o eclodir da Guerra Colonial. Estes dois bairros seriam marcados, ainda que de formas muito distintas, pelo 25 de Abril 1974. No caso da Portela, a Revolução, ou melhor, o seu período subsequente (o período pós-revolucionário) coincidiu com a instalação da maioria dos seus residentes. No Prenda, o impacto da Revolução é mais complexo e resulta da Independência (1975) e da guerra civil que lhe sucedeu. Estes acontecimentos marcaram uma ruptura na biografia do bairro ao implicarem duas alterações fundamentais: a substituição da população e a crescente informalização das suas formas de ocupação e apropriação. A diferença destas duas realidades traduz-se em contrastes múltiplos. Contrastes ao nível da trajetória dos dois bairros, do perfil sociológico dos seus moradores, da relação prática e afectiva que os mesmos estabelecem com os respectivos espaços e, não menos importante, da avaliação e expectativas de mobilidade que atravessam as duas realidades. Ao apego e à continuidade que marcam a Portela contrapõem-se o desapego, a transitoriedade e o desejo de partir no caso do Prenda.

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